A pesquisa e elaboração de meu livro “A arte da guerra para concurso”, fizeram com que eu me detivesse sobre a história das guerras, estratégias etc e observasse de que forma elas se aplicam aos concursos públicos.
Já apresentei uma parte da obra, que fala sobre os "espiões". Agora, apresento um trecho de outro capítulo, no qual discorro sobre a aplicação de técnicas eminentemente militares aos concursos públicos. Espero que lhe agrade.
No livro, repiso a importância da fluidez, flexibilidade e adaptação. Nesse passo, O Manual Warfighting do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (A arte da guerra: uma nova interpretação, Ed Campus/Elsevier, 2001, p. 139) afirma, na linha do que Sun Tzu pregava:
“Como atrito e incerteza, a fluidez é atributo inerente da guerra. Cada episódio da guerra é o resultado temporário de uma combinação singular de circunstâncias, apresentando uma série singular de problemas e exigindo uma solução original. Não obstante, nenhum episódio pode ser visto isoladamente.
Em vez disso, cada episódio se funde com os que o precedem e o seguem – modelado pelos primeiros e modelando as condições dos segundos – criando um fluxo contínuo e flutuante de atividade, repleto de oportunidades fugidias e eventos imprevistos.
Como a guerra é um fenômeno fluido, sua condução exige flexibilidade de pensamento. O sucesso depende em grande parte da capacidade de se adaptar – modelar antecipadamente eventos mutáveis, em vantagem própria, bem como reagir rapidamente a condições em constantes mudanças”.
A vida pode ser vista como uma guerra, e os concursos também. Embora me desagrade a visão belicista, também vale o brocardo “Se vis pacem, para bellum” (Se queres a paz, prepara-te para a guerra). Até o dia em que o leão sentar-se ao lado do cordeiro e que as crianças não aprendam mais a guerrear por não ser mais preciso, contudo, as noções militares são lamentavelmente necessárias para a vida. E para os concursos.
Repare, oriundo de Sun Tzu ou do Manual de Guerra dos Fuzileiros Navais dos EUA:
É preciso flexibilidade.
É preciso saber que ocorreram mudanças imprevisíveis.
Nada está isolado: o passado influencia o presente e o presente o futuro.
A condução de qualquer guerra exige flexibilidade de pensamento.
O sucesso depende em grande parte da capacidade de adaptação.
O sucesso depende da capacidade de se moldar os eventos mutáveis em vantagem própria (e para lidar com os eventos imutáveis, que chamo de “o imponderável”, cabe a resignação e a temperança, e, novamente, a capacidade de adaptação).
Isso eu já tinha dito antes, no livro Como passar em provas e concursos. Está lá, explicado detalhadamente. Continuo recomendando sua leitura, ou ao menos a de seu resumo, o Guia de aprovação em concursos, pois abordam técnicas específicas que não são o objeto dos presentes comentários. Este comentário a Sun Tzu é um livro autônomo, mas, para aqueles que assim desejarem, haverá uma boa complementação de técnicas, dicas e macetes nos livros citados.
Dr. Wlliam Douglas
O MANUAL DE COMBATE DOS FUZILEIROS NAVAIS DOS EUA E OS CONCURSOS PÚBLICOS
Postado por
Unknown
on terça-feira, 3 de janeiro de 2012

0 comentários:
Postar um comentário