A emoção acabou, que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou


Codinome Beija-Flor

Cazuza


Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Lamentações

3.1   Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus.

3.2   Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz.
3.3   Deveras ele volveu contra mim a mão, de contínuo, todo o dia.
3.4   Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, despedaçou os meus ossos.
3.5   Edificou contra mim e me cercou de veneno e de dor.
3.6   Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estão mortos para sempre.
3.7   Cercou-me de um muro, e já não posso sair; agravou-me com grilhões de bronze.
3.8   Ainda quando clamo e grito, ele não admite a minha oração.
3.9   Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
3.10   Fez-se-me como urso à espreita, um leão de emboscada.
3.11   Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; deixou-me assolado.
3.12   Entesou o seu arco e me pôs como alvo à flecha.
3.13   Fez que me entrassem no coração as flechas da sua aljava.
3.14   Fui feito objeto de escárnio para todo o meu povo e a sua canção, todo o dia.
3.15   Fartou-me de amarguras, saciou-me de absinto.
3.16   Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza.
3.17   Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem.
3.18   Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR.
3.19   Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.
3.20   Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.
3.21   Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
3.22   As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
3.23   renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
3.24   A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
3.25   Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
3.26   Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.
3.27   Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
3.28   Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;
3.29   ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.
3.30   Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.
QUE SUSTO!
Meu Pai,
Não posso ficar o tempo todo pensando em dor e prejuízos dos quais não posso fugir ou nada possa fazer. Minha alma precisa mudar de visão, preciso trazer à memória o que me dá esperança. Meu Pai, o senhor é a minha esperança. Tenho certeza e não duvido, vou sair desta e ainda louvarei ao Senhor. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio. Falo somente com o Senhor e quero falar só com o Senhor, é o Senhor quem me escuta, quem tem misericórdia para comigo e ela se renova a cada manhã.
A emoção ainda não acabou. O amor não acabou. A fé não o acabou. A música da minha vida voltará a ser o doce e alegre canto de vitória, onde todos reconhecerão que o Senhor é Deus.
Coloco minha família diante do Senhor, consagro meus filhos a Ti e sei que viveremos em riquezas incontáveis na presença do Senhor. Há esperança, há esperança. A esperança nunca acabou. A música ainda não parou de tocar. O canto de glória e alegria encherão a minha vida. 
Muito obrigado por tudo, espero no Senhor e vivo para o Senhor. A minha glória não pereceu e meu viver pertence ao Senhor. Sei que a alegria virá e rosto alegre e a alma rejubilante fartarão o meu ser.
Em Cristo Jesus,
Amém

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